terça-feira, 30 de julho de 2013

Reciclando emoções









                             A vida é o resultado do produto da  interrogação de nossas escolhas pela exclamação de nossas ações diárias.Somos uma constante de interrogação.Os astros, a terra e nós mesmos somos questionamentos de Deus, não exclamações ou ponto final.Temos sempre uma pergunta que nos move, vivemos em busca de um sentido para a vida.Nem nossa morte é um ponto final, mas reticências que a natureza dará continuidade.Poucos serão lembrados enquanto seres singulares, mas as nossas atitudes sempre deixarão marcantes impressões no mundo, desconhecidas por muitos, mas impactantes para a vida como um todo.Não são apenas heróis  que transformam o cosmo, mas desconhecidos que coletivamente decidem mudar suas atitudes baseados na lei do amor.
                           Nada está acabado, toda inspiração é um recomeço, um novo ciclo de Krebs, oxigenando nossa circulação para uma nova vida, um novo caminho com espiritualidade viva.

sábado, 22 de junho de 2013

Revolução "Francesa" Verde-Amarelo.




​Chama-se de revolução francesa um conjuto de eventos que se sucederam na França entre 5 de maio de 1789 a 9 de novembro de 1799.Naquele período, o absolutismo ainda era o principal regime, sendo o rei a  expressão máxima na política, justiça e decições sociais.O Estado era dividido em 3 "ordens", o primiero Estado era representado pelo clero, o segundo Estado a nobreza e o terceiro era composto pelo povo.
​As causas que antecederam a revolução foram de pelo menos 2 esferas, política e econômica.No campo político, o povo não tinha voz nas decisões do Estado Absolutista, sendo a pequena e média burguesia em ascensão privadas do direito de liberdade e decisões. Homens intitulados como "notáveis" eram senhores de grandes privílegios, com regalias e direitos acima daqueles considerados “comuns”.O terceiro Estado era uma "mal necessário" para manter os excessos da corte e da nobreza desse regime.
​No campo econômico, as desigualdades sociais eram enormes, a pobreza e a fome estavam disseminadas, a burguesia produzia intensamente, mas não podia usufruir de suas benfeitorias.Taxas e impostos consumiam os pequenos produtores.Contudo, quando o Estado resolveu taxar os notáveis para "aliviar" o terceiro estado, pois já se previa a possibilidade de um rebelião, os nobres não aceitaram dar "os anéis para salvar os dedos" e inflamaram a burguesia a sair as ruas e  a se revoltar contra  a monarquia, sem imaginar que dependiam do absolutismo para gozar de seus privilegios.
​No atual cenário, o executivo comporta-se como um senhor absoluto, deixando as demais "ordens" contemporâneas corrompidas (Legislativo e Judiciário) “brincarem” de governar e tomar decisões, gozando de privilegios intangíveis pelo terceiro estado, a população brasileira, que sofre por causas semelhantes ao do período da revolução francesa.
​Desigualdade social é a mãe dos  problemas do Brasil, precisaremos redistribuir as riquezas de forma mais equitativa. A atual classe média que iniciou a revolução brasileira terá que estudar formas de acabar com as discrepâncias sociais e terá que ceder certos "anéis para salvar o dedos".
​Teremos que acabar com a corrupção, realizar uma ampla reforma política, econômica e social. Precisaremos acabar com os privilegios políticos da nossa atual assembléia dos notáveis (executivo, legislativo e judiciário), repensar os partidos e nossas prioridades de investimentos.
​A bastilha era o símbolo da monarquia absolutista francesa, pois era para lá que iam os presos políticos que discordavam das decisões do rei. Nossos monumentais estádios construídos serão nossa “bastilha”, símbolo de um país corrupto, patrimonialista, excludente e desigual.
​Quem representa o povo deve entender que todo o poder emana do povo, e que os ideais iluministas ainda ecoam nos corações da juventude braileira (liberté, fraternité e igualité). O gigante sul americano não está mais em berço esplêndido, mas alerta, preparado para a revolução que está por vir! 



segunda-feira, 4 de março de 2013

Dor Fracionada








Parte da dor que sinto
É meia parte de sua inexistência
É a quarta parte da aridez latente em teu olhar
É mistério do "pi"  circular


A equação algébrica aplicada as ondulações de tuas arestas me faz sofrer
Talvez seja devido a soma dos catetos de tuas curvas
Por ora é uma complexa derivada trigonométrica
A incógnita da lógica grega

Teu olhar e o meu representam  ao se cruzar
O duelo entre o ocidente e  o oriente
O intertíscio da patente cognísvel
A aurora boreal dos amantes escandinavos

A dor que nos fraciona
É a dor de amantes opostos
Que se anula em um toque
Em um suspiro ao ouvido

A dor que nos fraciona
É massa que se transforma em energia nuclear
O temível  encontro da matéria e sua anti-matéria
A antítese da tese de nossas vidas

A dor que nos fraciona é circular e enigmática
O número aúreo de teu corpo
É puro, belo e frondoso
Fragmentos de uma arte inigualável




segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Entenda as Aventuras de Pi


                 





                    Um jovem, uma zebra, uma iena e um macaco sobreviventes de um naufrágio em pleno oceano, longe do mais remoto traço de civilização.No fim do filme, a versão racional é revelada, o garoto, sua mãe ( macaco), um marinheiro (iena) e um tripulante ferido (zebra com perna quebrada) tentam sobreviver durante semanas.Para manter-se vivo, o marinheiro (iena) usa a zebra ferida como alimento para pesca e, após isso, no desespero de sobreviver, mata a mãe de pi, personificada no orangotango "suco de laranja". Não mais suportando tamanha crueldade, o tigre adormecido em pi surge e mata ferozmente a Iena  (o marinheiro).
                     Os tigres sempre foram símbolos orientais da força desgovernada, dos impulsos primitivos e da "bestialidade humana". O tigre reaparece em pi no momento necessário e, a partir desse momento, é travada uma imensa disputa, com direito a tormentas e tempestades, entre "homem e seu próprio tigre", ou espírito x matéria. As inúmeras tempestades  simbolizam a árdua missão que é ter o controle dos próprios instintos, o domínio das paixões humanas.
                     Durante a batalha, pi respeita  e cuida do seu lado "yin", pois sabe que sem ele, o "yang"(yin-yang),  não  é possível a manutenção da vida  em plena harmonia, segundo tradição taoista. No cristianismo, temos duelo entre as sete virtudes (força, caridade, fé, esperança, temperança, justiça e prudência),  e os sete pecados capitais (preguiça, luxúria, inveja, orgulho, gula, avareza, cólera), que devem se equilibrar em nossa natureza humana, estando as primeiras no controle. As virtudes teologais cristãs também são marcantes no filme, fé em Deus na tormenta, esperança de sobreviver a batalha espiritual, e o amor e altruísmo para consigo, que inclui a "fera interior", necessária para nossa própria existência, mas que precisa, assim como richard park, o tigre, ser "adestrada".
                 Cansados de tanta guerra, desejamos trégua (a ilha carnívora), ela acalenta temporariamente nossos corações, nos prepara para iniciarmos o combate, "combati o bom combate, era essa batalha que Paulo falava. Por um momento, poderíamos nos conter com a sombra da ilha e cessar a árdua trajetória, parados, até o fim dos nossos dias.Mas pi não desiste, pega o necessário e segue desejoso em domesticar completamente seu "eu interior" , lançando-se novamente no  mar oculto das emoções.
                    Ao encontrar terra firme, a "despedida" do garoto e do tigre é um momento epifânico. O tigre não olha para trás propositalmente, para indicar que não há despedida, mas um reencontro com a natureza de cada um, o equilíbrio metafisico é atingido.O espirito domina a matéria e reina pujante sobre ela no controle da "fera interior".
                   Onde está Deus no filme?Não foi cristo que disse,  "vinde  a mim todas a criancinhas, pois delas é o reino dos céus", e complementa depois, "Vinde todos! Pois meu julgo é suave, e eu vos aliviarei".Deus está na possibilidade de vida, independente do que você tenha vivido, testemunhado, acreditado ou sofrido.
                             

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Sois Benção!

               








              Deus não nos rejeita bençãos quando realmente precisamos, não sendo, portanto,  necessário campanhas homéricas, grandes vigílias e templos grandiosos com fervor dogmático para que prosperemos. Deus conhece nossas necessidades e fraquezas, pois habita conosco em um só templo.Cegamente buscamos prosperidade material, acúmulos de riquezas mundanas em detrimento do fortalecimento espiritual.
                  Não vos proponho um vida ascética, mas espiritualmente próspera! Para isso, temos que  nos permitir ouvir e aceitar a vontade do pai, reduzindo a nossa própria vontade. É preciso morrer para renascer!Deixemos a voz interior nos apontar o caminho, cristo clama por nós, "Escutem, estou a porta!" e nos convida para um belo e agradável jantar,  um encontro com nossa própria essência, para um retorno epifânico  a verdade.
                       Assim como o filho pródigo, que  " tendo tudo , pegou sua  parte e  tudo perdeu  ao sair dos braços do pai amado", somos convidados a voltar ao bálsamo do amor. Ao avistar o retorno do filho, o coração do pai estremeceu de alegria, imediatamente ele sorriu e  abriu seus braços dizendo: Vinde a mim meu filho!A festa está completa agora!Estivestes morto, mas agora vive!
                        Não há felicidade longe de Cristo, somos inseparáveis, o" filho está no pai, assim como o pai está no filho". Ele está oculto aos olhos daqueles que não querem enxergar, assim como suas palavras só atingem a quem tem ouvidos para escuta-las. Temos que nos reerguer na desordem cotidiana, permanecendo no silêncio contemplativo e receptivo do amor real, maduro, palpável  e suave.Que nossas orações não sejam petições retóricas, mas um reencontro com o "princípio e o fim", o "alfa  e o omega", o "mistério dos mistérios"!  Quão bom e quão suave é viver em Harmonia com nossa própria natureza!Vivamos na graça e amor eternos de Deus!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Entre encontros e desencontros.


                            





                              A vida dividida entre a majestade da fama e o deserto da vida intima. Como foi doloroso ver a relação pai/filho em destroços no Filme do Luiz Gonzaga. Como nossas expectativas, experiências, dramas e decisões podem desmoronar a vida particular de um filho. Como uma relação que é utilizada como analogia de amor entre divindades e mortais pode carecer da ação do amor? Como é possível assimilar Deus como "pai querido" quando esta referência nunca existiu?
                Frustrações e decepções são disfarçadas entre sorrisos dissimulados, emaranhados em falsos símbolos mercantis, que enganosamente aparentam complementar a presença física do gênero humano. Abrir a carteira ao filho nada garante, nada substitui o amor real. Por outro lado, a incompreensão dos filhos as dores dos pais muitas vezes é de uma crueldade ímpar. Os filhos acreditam ser o centro da vida de seus Pais e pouco se interessam em conhecer a trajetória de vida dos seus progenitores, insistindo acreditar que não existem "masmorras obscuras" no inconsciente de seus heróis.
                             Renato Russo estava certo: " Você me diz que seus pais não lhe entendem, mas você não entende a seus pais...são crianças como você, o que você vai ser quando você crescer". Desperdiçamos a oportunidade de conhecer lindas vidas e histórias de superação ao nosso lado, perdemos a oportunidade de desenvolver relações verdadeiras, reais e palpáveis no seio do nosso Lar!
                      A vida insípida de um lar pode ser irreversível, “o tempo não pára” cantou Cazuza, apenas o presente instante existe, nem sempre as lágrimas do passado podem ser adoçadas no futuro. Três são as virtudes  teologais: a fé, a esperança e o amor, mas enfatiza-se, não em vão, que a maior entre elas é o Amor( 1° COR 13:13)
                    Tenhamos, portanto, fé em nossa humanidade, esperança de sempre poder recomeçar e  transformar os rumos de nossa vida, e amor para nos guiar nas trilhas da compreensão, harmonia e concórdia. 
                    Por outro lado, o perdão cabe em qualquer coração, eis que o amor discretamente está a porte e bate...pode a mágoa se dissipar com abraços entre prantos,  não em um duelo da fria e lógica razão.Enfim, amemos, amemos e amemos...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Fraterno Tabernáculo






Nessa sagrada sombra a Fraternidade é pulsátil
O Acolhimento é arte  real entre os irmãos
O triplo abraço é argamassa salutar
Os vícios e as paixões a trolha não resistem

Ao darmos passos incertos, encontramos fortes mãos a nos resgatar
Nos combates diários, destemidas espadas embainhadas imobilizam temerários exércitos
Diligentes homens abriga em seu seio
Mas é o amor, a harmônica estrela guia de todos

Templo de todas as virtudes
Continuai a oprimir a ignorância e a superstição
Levantando verdadeiros templos a justiça  e a razão
Superando,contudo, limites, eras e  julgamentos vãos
 Pois és ouro em recipiente do mais puro aço