terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

L'homme et la femme













j`adore ce poème, il parle sur des écart entre hommes et femmes dans forme plus que parfait! Merci Victor Hugo!




L’homme est la plus élevée des créatures; 
la femme est le plus sublime des idéaux. 

Dieu a fait pour l’homme un trône; 
pour la femme un autel. 
Le trône exalte; l’autel sanctifie. 

L’homme est le cerveau, 
la femme le coeur. 
Le cerveau fabrique la lumière; le coeur produit l’Amour. 
La lumière féconde; l’Amour ressuscite. 

L’homme est fort par la raison; 
la femme est invincible par les larmes. 
La raison convainc; 
les larmes émeuvent. 

L’homme est capable de tous les héroïsmes; 
la femme de tous les martyres. 
L’héroïsme ennoblit; 
le martyre sublime. 

L’homme a la suprématie; 
la femme la préférence. 
La suprématie signifie la force ; 
la préférence représente le droit. 

L’homme est un génie, 
la femme un ange. 
Le génie est incommensurable; 
l’ange indéfinissable. 

L’aspiration de l’homme, c’est la suprême gloire; 
l’aspiration de la femme, c’est l’extrême vertu. 
La gloire fait tout ce qui est grand;
la vertu fait tout ce qui est divin. 

L’homme est un Code; 
la femme un Evangile. 
Le Code corrige; 
l’Evangile parfait
. 
L’homme pense; 
la femme songe. 
Penser, c’est avoir dans le crâne une larve; 
songer, c’est avoir sur le front une auréole. 

L’homme est un océan; 
la femme est un lac. 
L’Océan a la perle qui orne; 
le lac, la poésie qui éclaire. 

L’homme est un aigle qui vole; 
la femme est le rossignol qui chante. 
Voler, c’est dominer l’espace; 
chanter, c’est conquérir l’Ame. 

L’homme est un Temple; 
la femme est le Sanctuaire. 
Devant le Temple nous nous découvrons; 
devant le Sanctuaire nous nous agenouillons. 

Enfin: l’homme est placé où finit la terre; 
la femme où commence le ciel

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O Poço de Neruda









               Como não repensar sobre nosso poço interior com essa obra de arte de Pablo Neruda,  faz-nos refletir sobre os pensamentos  que  cultivamos em nosso coração. O que tu tens plantado? Pântanos selvagens, lama e areia? ou um belo jardim com jasmins e cidreiras? Tenho uma acácia amarela e uma bela e frondosa oliveira.



O POÇO
(Pablo Neruda)


Cais, às vezes, afundas
em teu fosso de silêncio,
em teu abismo de orgulhosa cólera,
e mal consegues
voltar, trazendo restos
do que achaste
pelas profunduras da tua existência.

Meu amor, o que encontras
em teu poço fechado?
Algas, pântanos, rochas?
O que vês, de olhos cegos,
rancorosa e ferida?

Não acharás, amor,
no poço em que cais
o que na altura guardo para ti:
um ramo de jasmins todo orvalhado,
um beijo mais profundo que esse abismo.

Não me temas, não caias
de novo em teu rancor.
Sacode a minha palavra que te veio ferir
e deixa que ela voe pela janela aberta.
Ela voltará a ferir-me
sem que tu a dirijas,
porque foi carregada com um instante duro
e esse instante será desarmado em meu peito.

Radiosa me sorri
se minha boca fere.
Não sou um pastor doce
como em contos de fadas,
mas um lenhador que comparte contigo
terras, vento e espinhos das montanhas.

Dá-me amor, me sorri
e me ajuda a ser bom.
Não te firas em mim, seria inútil,

não me firas a mim porque te feres

domingo, 6 de dezembro de 2015

Entenda porque Impeachement não é Golpe.









               Na contramão do que alguns políticos querem caraterizar, assim como alguns jornalistas e "intelectuais" de esquerda é preciso que fique claro que impeachement não é golpe. Pelo contrário, é um remédio constitucional fruto de uma democracia madura, uma oportunidade dada ao povo, através de seus representantes, de retirarem do poder o presidente que já não lhes representa os anseios.
             Assim, ser eleito democraticamente,  significa sim, poder ser exposto a um processo de impedimento, com base jurídica legal e em nada abalando as estruturas democráticas do pais. Podendo representar, na verdade, o poder e soberania do Povo, pois é licito a qualquer cidadão apresentar ao congresso um pedido de impedimento, cabendo ao presidente da câmara apenas aceita-lo ou não, independente de suas motivações.
                A partir da aceitação, inicia-se um amplo processo de avaliação com direito a defesa e contraditório nas duas casas. Lembro que  FHC foi alvo de 17 pedidos de impedimento, um foi aceito, Lula, 34, nenhum foi aceito. Dilma teve 42 pedidos e somente o ultimo foi aceito para apreciação da casa.
                    Agora a decisão será puramente política e o fator que mais deve repercutir nas decisões e convicções dos deputados serão os "ecos das ruas". Com 67% de rejeição, manifestações agremiando mais de 2 milhões de participantes em via pública e um cenário de crise econômica, a governabilidade da presidente está em cheque, em um pano de fundo semelhante ao vivido pelo ex-presidente Collor.
                     No parlamentarismo, o primeiro ministro ao perder a governabilidade junto a câmara automaticamente está deposto, pois depende fundamentalmente desse para o exercício de seu governo, sendo natural o impedimento deste nessas situações. No presidencialismo, o processo é mais árduo, pois envolve o arrependimento sincero daqueles que elegeram o chefe do executivo, sendo um processo mais traumático e doloroso para os que desfrutam das benesses do poder. 

Todo poder ao Povo!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Saúde ou sociedade em Colapso?








                           Porque vivemos uma crise no sistema de saúde brasileiro? O velho clichê político insiste em afirmar que o problema é financiamento, alguns mais estudiosos certamente falarão que o maior problema é a má qualidade gestora. Ambos estão certos e errados ao mesmo tempo. De fato, nosso modelo de sociedade sempre exigirá custos crescentes  para manutenção desse sistema, sendo portando insustentável no longo prazo, assim fatalmente colapsará. Na outra vertente, de fato existe uma incompetência para gerenciar os parcos recursos existentes, foram anos de  gastos sem estudos, sem definições de prioridades com evidências, sendo o principal  guia a pasta política em detrimento das necessidades da sociedade. Contudo, no atual modelo, mesmo a frente os melhores executivos de saúde, o sistema também não resistirá. Mas afinal, que modelo doente é esse?
                   O modelo de saúde nada mais é que o reflexo da sociedade e sofre dos mesmos problemas sistêmicos que a educação e a questão da violência crescente. A base para o problema dos 3 setores é comum: O desrespeito a vida. Como assim? Nessa sociedade o que é valorizado é o consumo em detrimento da necessidade, o excesso de conhecimento sem utilidade, os recursos concentrados nas mãos de poucos e a falta de comprometimento ético  das relações humanas,  sendo os interesses individuais  de poucos sempre se sobressaindo as necessidades coletivas.
                         As escolas viraram locais para "deixar os filhos", os educadores se transformaram em professores pragmáticos, a saúde em fútil mercadoria de consumo e o homicídio banal. E ainda existem pessoas que acreditam que resolveremos o problema da segurança com mais policiais e armas, mesmo sabendo do exército de miseráveis que vivem ao nosso redor, algo em torno de 700 mil em Fortaleza.
                        Não há saída, precisaremos reconstruir tudo  com foco no respeito a vida e a dignidade humana. Só faz sentido escolas que ensinem as crianças a amar a servir ao bem comum, ao invés de projetar nas crianças um padrão de sucesso  financeiro competitivo e acirrado, o que tem sido causa do crescente número de doenças mentais, um a cada dois seres humanos terão depressão nesse modelo de sociedade.
                    Se não mudarmos o padrão de consumo,  com hábitos alimentares e de vida mais simples, comportamento ético, focado no bem comum e sentimento de comunidade, presenciaremos o colapso de nossa humanidade, doentes organicamente e mentalmente, um exército de zumbis focados apenas em satisfazer suas necessidades mais primitivas.
                  A crise do sistema de saúde pública jamais será resolvido olhando apenas para  o SUS, será preciso antes a sociedade definir melhor suas prioridades com foco na vida humana, o recurso investido que não agregar valor a vida, deve ser considerado desperdício e automaticamente redirecionado para este fim. Enquanto não compreendermos isso, toda modificação será apenas  uma falácia de curto prazo.

Oratória MBA FGV




DISCURSO DE CONCLUSÃO DA 1 TURMA DE EXECUTIVOS DA SAÚDE DA FGV CEARÁ


Orador:  Breitner Chaves

            Custos crescentes e insustentáveis, inabilidade técnica gestora, visão de curto prazo, má qualidade dos serviços, insatisfação dos usuários, erros  assistenciais graves, todos esses são apenas alguns do complexos problemas daquilo que se tornou o sistema  de saúde brasileiro, o SUS. Um verdadeiro gigante desconfigurado em relação ao  modelo de proteção social proposto no pós-ditadura, idealizado como fruto do sonho dos reconquistadores da liberdade em várias esferas da sociedade. Mas afinal, como os executivos da saúde irão lidar com esse cenário no século 21?
                 O primeiro passo acabamos de concluir, ousamos sair da zona de conforto de nossas áreas assistenciais para nos capacitarmos tecnicamente para o enfrentamento desse desafio. Contudo, para a resolução sistêmica desses problemas ainda nos serão necessários algumas ponderações.
                  Por muitos anos acreditamos no modelo mental, politico, biológico e filosófico cartesiano. Causa e efeito, correlações de fatores, explicações matemáticas do mundo e das relações de suas partes. Fomos forjados na máxima newtoniana em que as partes explicam o todo, a famosa “Máquina do mundo” guiou toda nossa base social. Para piorar, mecanizamos até nossas relações humanas, e tentamos, a todos custo, encaixar a vida na “curva em forma de sino”( Curva de Gauss) que não passa de um modelo matemática teórico, muito distante da vida real e dos fenômenos sociais.
             O comando e controle taylorista das unidades de saúde já não é capaz de lidar com a realidade complexa dessa década e muito menos das próximas. O setor  saúde exige pensadores sistêmicos, homens e mulheres que apontem novos caminhos, novos modelos. Lideranças criativas e inovadoras, dispostas a proporem uma verdadeira revolução no setor.
                   Heisenberger, físico alemão, diante da ainda incipiente descobertas do mundo subatômico em sua época falou: “O que nós observamos não é a própria vida, mas a vida exposta ao nosso método de indagação”. Ele falou isso referindo-se ao estranho comportamento do elétron, que ora se comportava como matéria (partícula), ora como onda, dependendo da forma como o observarmos. Essa descoberta fez com que mente e matéria deixassem de ser insolúveis como imaginou descarte. Com base no mundo subatômico, a mente do observador poderia alterar a própria realidade, moldar o comportamento da matéria. Uma ruptura de paradigma sem precedentes.
                  Trazendo para nossa realidade, questiono-me se, diante de todos esses problemas, estamos fazendo  a pergunta certa, observando pelo ângulo correto? Talvez estejamos tão focados procurando soluções para o ciclo processos, custeio, financiamento que dedicamos pouco tempo para refletirmos estrategicamente sobre as perguntas chaves, aquelas atinjam o núcleo central dos problemas.
                O novo executivo muito mais que um engenheiro de soluções, deverá ser hábil na arte de realizar  perguntas incisivas, cirúrgicas, no momento certo. A boa pergunta, transforma a resposta irrelevante e pequena. Nessa perspectiva, modelos de causa e efeito fazem muito pouco sentido.
                Antes de qualquer avanço real, teremos que responder algumas questões nucleares, como por exemplo: Porque  nosso modelo de saúde não respeita a vida humana? O que nos faz considerar normal seres humanos nesse exato momento morrerem em corredores de hospitais de forma indigna? O que verdadeiramente nos impede de construir um sistema ético, ou seja, focado no bem comum? Perguntas desafiadoras destroem paradigmas e transformam o mundo.  Na obra pequeno príncipe, encontramos uma exortação desconcertante e que cabe adequadamente nos dias de hoje: “O essencial é invisível aos olhos, e só é possível se vê bem com o coração”

            Tenho certeza que esse grupo de executivos, guiados pela convicção de seus corações, alinhado com suas capacidades técnico-cognitivas, sairá daqui preparado para a busca de soluções sistêmicas ante os problemas complexos que esse novo século  exige. Somos uma equipe, conectados, a frente de diferentes instituições, conscientes de nossos papeis na construção de um mundo melhor, mais sustentável, ético e humano.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Diálogos de uma lápide.



                        





                           Muitos temem pensar em  seu fim, mas entendi que eu sou um hiato entre a vida e a morte. Resolvi escrever poesia após compreender que mais importante que "salvar vidas" é cuidar de todas as formas de vida. Resolvi pensar no que estará escrito em minha lápide para moldar todo meu comportamento nessa passagem. Lá é onde escrevemos nossa ultima poesia, aquilo que foi mais importante  para você em vida, por isso é um assunto que levo muito a sério. Parei de sofrer com o carpe diem, pois ele gera  muita ansiedade, prefiro pensar como rubem alves, "há momentos efêmeros que justificam um vida inteira". Nesse momento estou em gramado, minha filha sorri ao levar as mãos aos olhos acreditando ficar invisível,  aponta sorrindo para as aves, imita todos os animais, esconde-se entre colunas, ensaia um "papa"... são pequenos momentos como esses  que tornam a vida eterna. Uma pena  que poucas pessoas escolherão a ultima poesia, a última sonata. Depois de muito pensar decidi, quero que em minha lápide esteja escrito assim:

                   "Aqui adormece um homem que devolve a natureza a beleza que ela lhe emprestou
                                                                 Dialogou com a vida
Foi amante da terra e dos pássaros
Encantou-se com todas as sutilezas das vegetações
Queimou de paixão
Amou, amou e amou"


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Sonho Impossível!










O impossível é suas crenças pessoais na defesa da nossa zona de conforto. Quanto mais acreditamos nele, mais o ego nos lança no mar da indiferença para defender nosso self de qualquer sofrimento. Permita-se sonhar absurdos, abuse da imaginação, sonhe grande e ultrapasse o limite do impossível. Seja sublime  e levite sobre os ombros dos poetas.


Queria eu mesmo ser a poesia de Fernando Pessoa e respira-la diariamente, Sonho Impossível:


Eu tenho uma espécie de dever,
de dever de sonhar, de dever de sonhar
de sonhar sempre,
pois sendo mais do que
um espectador de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espectáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas,
em salas supostas, invento palco, cenário,
para viver o meu sonho
entre luzes brandas
e músicas invisíveis.
Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se este chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão".